Hubble fotografa “aneil de Einstein” duplo
O telescópio espacial Hubble revelou um alinhamento ótico nunca antes visto no espaço um par de anéis incandescendo, um dentro do outro. O modelo padrão do duplo anel é causado pela dobra complexa da luz de duas galáxias distantes amarradas diretamente atrás de uma galáxia maciça do primeiro plano, como três grânulos em uma corda. Este fenômeno muito raro pode oferecer uma compreensão da matéria escura, da energia escura, da natureza de galáxias distantes, e mesmo da curvatura do universo. O fenômeno, chamado lensing gravitational (lente gravitacional), ocorre quando uma galáxia maciça no primeiro plano curva os raios de luz de uma galáxia distante atrás dela, como se fosse um vidro ampliado. Quando ambas as galáxias são alinhadas exatamente, a luz forma um círculo, chamado de “Anel Einstein”, em torno da galáxia do primeiro plano. Se uma outra galáxia do fundo se encontrar precisamente na mesma linha de visão, um segundo, anel maior aparecerá. A galáxia maciça do primeiro plano é alinhada quase perfeitamente no céu com as duas galáxias do fundo em distâncias diferentes. A galáxia do primeiro plano é 3 bilhões anos-luz afastado. O anel interno e o anel exterior são compreendidos de imagens múltiplas de duas galáxias em uma distância de 6 bilhões e em aproximadamente 11 bilhões de anos-luz. As probabilidades de ver um alinhamento tão especial são estimadas para ser 1 em 10.000.
Expansão do Universo
O site LiveScience.com perguntou para Geza Gyuk, Diretor de Astronomia no Planetário Adler e pesquisador da Universidade de Chicago, como se sabe que o universo está se expandindo?
Essa foi sua resposta:
“Depois de alguns anos de Albert Einstein ter desenvolvido sua famosa (e hoje em dia bastante testada) teoria da Relatividade Geral, em 1915 ele a aplicou à todo o universo e descobriu algo incrível. A teoria prevê que todo o universo ou está expandindo ou está se contraindo. Não há outra alternativa. Para que o Universo fique estático seria como um lápis equilibrado apenas em sua ponta… possível mas muito, muito improvável e difícil de permanecer desta maneira.
Em 1929 o astrônomo Edwin Hubble mediu as velocidades de uma grande seleção de galáxias. Ele esperava similaridades entre a quantidade de galáxias que estivesse se movendo em nossa direção e se afastando de nós. Afinal, a Terra não é um ponto particularmente especial do universo.
Ao invés disso ele descobriu que quase todas as galáxias estão se distanciando de nós.
Desde os tempos de Hubble nós temos observado milhões de galáxias com melhores equipamentos e verificado seus resultados. Como a exceção de um punhado de galáxias próximas a nós, todas as demais está se distanciando de nós.
E, em realidade, quanto mais distante ela está, mais rapidamente ela se distancia. Isso se encaixa muito bem nas previsões de Einstein. As galáxias parecem se distanciar de nós por que todo o universo está aumentando. O espaço entre as galáxias está se esticando! E quanto mais longe uma galáxia está, mais espaço há para esticar, portanto a galáxia aparenta estar se distanciando de nós com maior velocidade.
Nos últimos 50 anos astrônomos tem observado muitos outros fatos sobre o universo que apontam para o fato dele estar se expandindo. Enquanto teorias isoladas podem explicar uma ou duas destas descobertas, a expansão do universo é a única teoria que pode explicar todas de uma só vez. E a cada ano a pilha de evidências fica maior!”